A emergência de corporações com grande poder de mercado, monopólios digitais (como é o caso de grupos como Google/Alphabet, Facebook, Microsoft, Apple e Amazon) enseja entre pesquisadores, ativistas e mesmo governos o debate sobre como pensar a noção de concentração e os instrumentos de garantia de diversidade e concorrência nestes mercados. A emergência do discurso de ódio, a radicalização política nas “bolhas ideológicas”, as chamadas “notícias falsas” e a influência de agentes atuantes no mundo digital em eleições e em outros processos políticos relevantes vêm provocando não apenas profundas reflexões como também aprovação de leis, a exemplo da Alemanha, e investigações, como nos Estados Unidos.

A partir dessas problemáticas, a pesquisa “Concentração e Diversidade na Internet: um estudo da camada de aplicações e conteúdos” visa identificar o grau de concentração e diversidade na Internet com foco nos discursos e mensagens, olhando especificamente para a camada de aplicações e conteúdos. Em termos geográficos, a análise se debruça sobre o Brasil. Ela está dividida em três partes:

Contexto

No contexto são apresentadas algumas reflexões sobre a Internet e sua arquitetura em camadas. É discutida a camada específica objeto desta pesquisa: a de aplicações e conteúdos. São apresentadas as bases normativas e políticas que guiam as análises aqui: a noção de concorrência nos mercados (e seu contraponto, a concentração) e a diversidade. Também é colocado um quadro sintético do mercado mundial de aplicações e conteúdos

Apps e Conteúdos na Internet

A pesquisa selecionou quatro grupos: as aplicações mais baixadas, os sites mais acessados, as principais páginas de Facebook e os canais mais populares no YouTube. Em cada um deles é examinado o perfil dos agentes, origem, grupo controlador e estrutra de mercado.

Análises

As análises são estruturadas em dois grandes eixos: os níveis de concentração e o grau de diversidade. Nos níveis de concentração são avaliados não somente a estrutura geral do mercado mas barreiras à entrada e práticas anticoncorrenciais. No grau de diversidade são examinados o acesso a aplicações e conteúdos, o pluralismo de fontes e agentes e a variedade de conteúdos e formatos.

A pesquisa é resultado de apoio da Fundação Ford ao projeto de financiamento institucional do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social 2016-2018.

Expediente

Pesquisa e redação

Jonas Valente
Marina Pita

Revisão técnica

Bia Barbosa
Helena Martins
Veridiana Alimonti

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Conselho Diretor
Ana Cláudia Mielke
André Pasti
Bia Barbosa
Eduardo Amorim
Iara Moura
Jonas Valente
Marcos Urupá
Marina Pita
Monica Mourão
Ramênia Vieira
Vieira Alimonti

Referências usadas na pesquisa Referências usadas na pesquisa