A Internet ampliou a diversidade de ideias, mensagens e agentes ou promoveu a concentração da produção e difusão de cultura e informação? Essa pergunta orientou a pesquisa “Monopólios digitais: concentração e diversidade na Internet no Brasil”, realizada pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação a partir de uma análise dos aplicativos mais baixados, sites mais acessados, páginas de Facebook mais seguidas e canais de YouTube mais populares do país.Para apresentar os resultados do estudo, a entidade promove no próximo dia 10 de maio (quinta-feira) o seminário de mesmo nome da pesquisa, na sede do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. O evento vai reunir especialistas e produtores de conteúdo para debater o cenário da Internet brasileira e de que maneira este está contribuindo, ou não, para ampliar as vozes presentes no debate público.

A pesquisa deu origem a um site – www.monopoliosdigitais.com.br (acessível a partir do dia 10/05) – que vai apresentar os resultados de maneira interativa e fácil. O objetivo é que o conteúdo e as análises estejam acessíveis tanto para especialistas quanto para demais interessados no tema.

Estão confirmadas as presenças de Sérgio Amadeu, integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI BR) e professor da Universidade Federal do ABC, Leonardo Sakamoto, jornalista e blogueiro, Nataly Neris, pesquisadora em diversidade e Internet e integrante do Internet Lab, Vinícius Marques de Carvalho, professor de direito da USP e ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e João Brant (ex-secretário executivo do Ministério da Cultura).

A pesquisa analisou os níveis de concentração e graus de diversidade da Internet no Brasil. Para isso, elegeu quatro objetos: os aplicativos mais baixados nas lojas Apple e Play Store, os sites mais baixados segundo o ranking Alexa, as páginas mais seguidas do país no Facebook e os canais mais populares no Youtube.

A investigação realizou uma análise qualitativa de mercado, visando identificar o poder econômico das principais empresas, além de identificar práticas anticoncorrenciais e barreiras à entrada de novos agentes. Além disso, avaliou o impacto deste cenário à diversidade e à liberdade de expressão. A pesquisa foi realizada pelos integrantes do Intervozes Jonas Valente e Marina Pita e teve apoio da Fundação Ford.